segunda-feira, 18 de junho de 2007

Pense magro e faça as pazes com a balança

Você já deve ter ouvido falar que para emagrecer não basta fazer dieta e exercícios. E é verdade. Antes de tudo, precisamos entender o que nos faz comer sem vontade e sem controle, comprometendo o regime. O primeiro passo desse aprendizado é adotar um estilo de vida com novos valores


O que é pensar magro?
É perseguir nossas vontades sinceras, que nesse caso é perder ou manter o peso, com objetividade e conquistar o que se quer. Muitas vezes temos que mudar nossos conceitos para conseguirmos emagrecer. Por isso é tão urgente optar por mudanças defi nitivas no estilo de vida, e para isso é preciso transformar as ações e rever nossos sentimentos e desejos.

Como se dá esse mecanismo?
Pensamentos, emoções, características físicas e comportamento se entrelaçam o tempo todo nas nossas atitudes diárias. Sendo assim, o ponto crucial é tornar os pensamentos coerentes com a vontade, a vida que levamos e com nossas experiências, sem perder o foco. Esse processo deve ser natural.

Todos podem desenvolver esse pensamento?
Sim. Para começar, temos que nos libertar de mentiras que aceitamos como verdades, sem questionar. Por exemplo, uma pessoa está de dieta e come um bombom, aí pensa: “Estraguei tudo!”. Por ter saído do regime, devora a caixa inteira, sem prazer e crivada de culpa. Uma saída para não agir assim é questionar essa teoria e não assumi-la como uma verdade. Por trás dessa atitude errada existe uma crença distorcida: coloquei tudo a perder por por causa de um bombom. Só que a pessoa interpreta de forma errada, como se “perdido por um” fosse igual a “perdido por 10”, se descontrola e dispara a comer. Esse “tudo ou nada” afasta o que faz o sucesso de uma dieta: o equilíbrio. Para não cair nessa cilada, levante questões como “Será que estraguei tudo mesmo?”, “Como ter mais controle?”, “Como posso driblar a ansiedade?”. Feito isso, vem o mais importante: tentar achar respostas.

Como trilhar o caminho do "pensar magro"?
A pessoa deve modifi car o diálogo interno, aquilo que diz para si mesma. Para isso precisa identifi car os pensamentos distorcidos. O passo seguinte é questionar e tentar raciocinar dentro do processo. Exemplo: “Eu mereço comer esse chocolate! Trabalhei muito o dia inteiro!”. Só que essa não é a única maneira de se contemplar e quando temos clareza de raciocínio é possível mudar o foco e perceber que há outras válvulas de escape que não seja se “premiar” com comida.

"Pensar magro é derrubar mitos e desculpas sem fundamentos, evitando os deslizes que põem tudo a perder"

Dr. Marco Antonio De Tommaso • Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo • Atuou no Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas (USP) • Credenciado pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade • Consultor da Unilever — campanha pela Real Beleza da Dove. • Psicólogo das Agências Elite e L’Equipe de Modelos. Contatos: tommaso@terra.com.br e www.tommaso.psc.br

3 comentários:

anita lobo disse...

amada amei essas dicas!!!

Priscila Rocha disse...

Oiiii .. montei meu blog ontem e nao recebi nenhuma visitinha.. espero a sua, quero perder 10 quilos... vou recomeçara dieta .

Raquel disse...

Oi amiga, amei o texto. Acredito que tem que ser assim mesmo. Reeducar nossa alimentação e hábitos não é o mesmo que fazer regime. Pensar magro sempre!
Beijos.